Dez policiais militares são indiciados pelo desaparecimento de Amarildo

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Dez policiais militares são indiciados pelo desaparecimento de Amarildo

Entre eles, está o major Edson Santos, que comandava UPP da Rocinha.
Cerca de 50 pessoas foram ouvidas no inquérito da Divisão de Homicídios.

As investigações sobre o sumiço de Amarildo duraram 79 dias. Dez policiais militares, que faziam parte da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, foram indiciados pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Entre eles, está o major Edson Santos, que comandava a unidade.

Na noite de 14 de julho, o ajudante de pedreiro Amarildo de Souza foi abordado por policiais militares e foi levado para o Centro de Comando e Controle da UPP para averiguação. Mas, segundo a PM, ele foi liberado depois de ser ouvido. Duas câmeras que ficam em frente à sede da UPP estavam quebradas.

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O Jornal Nacional teve acesso com exclusividade aos dados do localizador do rádio do veículo que levou Amarildo para a sede da UPP. O carro circulou durante três horas por vários bairros do Rio, até voltar à Rocinha. Na ocasião, o comandante das UPPs disse que os policiais saíram para abastecer o veículo em um quartel do centro da cidade, porque não havia combustível no batalhão mais próximo.

Cerca de 50 pessoas foram ouvidas pelos investigadores. Entre elas, uma mulher e o seu filho, que chegaram a dizer que bandidos tinham matado Amarildo. Depois, eles mudaram a versão e acusaram o major Edson de ter oferecido dinheiro para incriminar traficantes. Os dois foram incluídos no Programa Nacional de Proteção à Testemunha. A polícia também pediu a prisão preventiva dos PMS porque, segundo o inquérito, há indícios de que as testemunhas foram coagidas.

O resultado das investigações chegou ao Ministério Público Estadual, no início da noite da terça-feira (1º). Pouco depois de receber o inquérito, o promotor Homero Freitas, responsável pelo caso, informou que vai oferecer denúncia à Justiça nos próximos dias. Só então a Justiça terá elementos para decidir pela prisão dos acusados. “Eu vou realmente me voltar para analisar profundamente o relatório. O inquérito tem dez volumes”, afirma o promotor.