Fernando Collor pede que Gurgel seja convidado para explicar compra de tablets

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Fernando Collor pede que Gurgel seja convidado para explicar compra de tablets

A Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) aprovou ontem (26) o requerimento do senador Fernando Collor (PTB-AL) convidando o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, a prestar ­esclarecimentos sobre supostas irregularidades no pregão eletrônico para a aquisição de 1.226 tablets pelo Ministério Público Federal (MPF).

collor

Antes da votação do requerimento, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) sugeriu que a CMA aguardasse conclusão de diligências solicitadas ao Tribunal de Contas da União (TCU) junto à Procuradoria-Geral da República para apurar possíveis irregularidades na compra dos equipamentos para só então deliberar sobre a conveniência ou não do convite ao procurador-geral.

— Se depois de realizada essa auditoria ainda houver pontos obscuros, creio que seria oportuno convite ao procurador-geral da República — argumentou.

Collor lembrou ser atribuição da CMA fiscalizar e controlar o Poder Executivo, o que inclui o MPF. Assim, o senador considera que a investigação a ser feita pelo TCU não invalida a iniciativa da comissão de chamar Roberto Gurgel a dar explicações aos senadores.

O senador alagoano também leu resposta do Conselho do Ministério Público a pedido de apuração sobre o processo de compra dos tablets. Conforme ­relatou, o conselho descartou argumento de que a responsabilidade pela licitação seria da Secretaria-Geral do MPF e explicitou as atribuições do procurador-geral na gestão do Ministério Público.

Collor lembrou ainda que o pregão eletrônico para a compra dos tablets foi realizado em 31 de dezembro de 2012.

— Fico me perguntando se licitação parecida ocorresse no âmbito do Senado ou de qualquer governo estadual ou prefeitura do interior, o que não estaria fazendo o Ministério Público em relação a essa licitação. É preciso, sim, que ele dê as explicações e o Tribunal de Contas da União faça as investigações.

Para alguns analistas políticos, a motivação que levou Collor a pedir a convite do PGR, não foi política; mas sim uma ‘vingança’, uma vez que recentemente, o MPF denunciou vários aliados políticos de Fernando Collor ao STF [Supremo Tribunal Federal].