Invadimos e deixamos uma mensagem no site da Barcas S/A

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Invadimos e deixamos uma mensagem no site da Barcas S/A

Em solidariedade  ao trabalhador Carioca invadimos e posteriormente derrubamos o site da empresa Barcas S/A nesta terça-feira.Deixamos um texto no qual faz críticas à situação das barcas, principalmente ao estado de conservação e ao recente aumento da tarifa. Deixamos um texto em tom de ameaça, informando que  possuimos dados da concessionária e um aviso: “Aguarde o wikileaks”.

Mensagem no site da concessionária

“Com o roubo das barcas quem sofre é a população pobre porque a maior parte de sua renda vai para a compra de necessidades básicas. O pior é a conivência dos representantes legais da população”, um trecho da mensagem, após criticar estrutura do transporte.

A mensagem deixada no site, que já voltou ao funcionamento normal, é encerrada em tom de ameaça: “E quanto a vocês das barcas, estamos com acesso aos seus sistemas e estamos encontrando coisas interessantes. Aguarde o wikileaks. Pois nós somos Anonymous, nós somos uma legião, nós não perdoamos, nós não nos esquecemos”.

Série de problema nas barca

Equipes de reportagem de O DIA percorreram composições que fazem o trajeto da Praça 15 para Ilha do Governador e Niterói, e constataram a má conservação e o abandono da concessionária. “Pego a barca todo dia e fico horrorizado. A manutenção é ruim, as roletas de acesso vivem quebradas. Estava na composição que ficou à deriva mês passado e na ocasião constatei que os coletes salva-vidas não tinham especificações de data”, comenta o contador Aloísio Santos, 68.

No corredor central de barca que ia do Cocotá para a Praça 15, faltavam extintores de incêndio | Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia

A Capitania dos Portos informou que já notificou várias vezes a empresa por falhas de segurança como a irregularidade no salva-vidas e assegurou que vai apurar o flagrante do jornal. Lembrou ainda que a população pode informar falhas na segurança da navegação pelo tel.: 2233-8412.

Filas de meia hora e passageiros em pé nas composições

Além dos incômodos de infraestrutura, quem quer atravessar a baía de Guanabara e fugir do trânsito precisa enfrentar ainda longas filas sob o sol, superlotação e calor. “É um descaso, sempre tem fila e a gente chega atrasado no trabalho”, se indigna o office boy, Rodrigo do Nascimento, 24, que mora em Niterói e utiliza as barcas todos os dias.

Na estação Araribóia, a equipe do jornal constatou quatro enormes filas que viravam o quarteirão com demora de mais de 20 minutos, composições cheias com usuários em pé e sentados nas escadas.

Buracos no chão e ferrugens em barca do Cocotá para Niterói | Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia

“É incômodo e quente. Deveria ter mais barcas”, cobra o auxiliar de RH, Átila Queiroz, 23, morador de São Gonçalo. Os passageiros reclamam ainda da pouca flexibilidade de horários para Ilha e Paquetá. “O intervalo é grande e elas sempre atrasam. Além de terem virado ninho de baratas”, relata o corretor Fernando Seixas, 46.

Foto: Reprodução Vídeo

Comentários

  1. Rondy disse:

    Vcs unem “a ação ao sentimento. E ao pensamento”. Vida longa e multiplicada ao Anonymous!!!! Gostaria de contribuir mais.