Mensalão: advogado acredita que João Paulo Cunha terá novo julgamento

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Mensalão: advogado acredita que João Paulo Cunha terá novo julgamento

Com a definição da pena do deputado João Paulo Cunha (PT), o advogado Alberto Toron, que o defende no julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que acredita que a corte fará um novo julgamento de seu cliente. Para ele, é preciso reanalisar o crime de lavagem de dinheiro, que terminou com condenação de Cunha por seis votos a cinco.

O parlamentar foi considerado culpado pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, o que somou nove anos e quatro meses de prisão, além de multa de R$ 370 mil.

“A pena não é uma pena definitiva porque, como ele teve cinco votos [pela absolvição], tem direito a um novo julgamento na lavagem, o que pode acarretar em menos três anos. Iria para seis anos e quatro meses no regime semiaberto, que me parece dentro do patamar punitivo possível, algo menos grave que o regime fechado”, disse.

Confira as penas dos 25 condenados pelo mensalão:

José Dirceu: condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha a 10 anos e 10 meses de prisão com multa de R$ 676 mil.
Delúbio Soares: condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha a 8 anos e 11 meses de prisão, além de multa de R$ 300 mil.
José Genoino: considerado culpado por corrupção ativa e formação de quadrilha e deve pegar 6 anos e 11 meses de prisão e pagar multa de R$ 468 mil.
Marcos Valério: pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, deve pegar 40 anos, 1 mês e 6 dias de prisão e pagar multa de R$ 2,78 milhão.
Cristiano Paz: condenado por formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato e lavagem de dinheiro a 25 anos, 11 meses e 20 dias de prisão e multa de R$ 2,5 milhão.
Ramon Hollerbach: condenado por evasão de divisas, corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha a 29 anos, 7 meses e 20 dias de prisão e multa de R$ 2,78 milhão.
Simone Vasconcelos: condenada por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e evasão de divisas a 12 anos, sete meses e 20 dias de prisão e multa de R$ 374 mil.
Rogério Tolentino: condenado por formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro e 8 anos e 11 meses de prisão, além de multa de R$ 312 mil.
Kátia Rabello: condenada por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituição financeira e evasão de divisas a 16 anos e 8 meses de prisão e multa de R$ 1,5 milhão.
Vinícius Samarane: condenado por lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta de instituição financeira a 8 anos, 9 meses e 10 dias de prisão, mais multa de R$ 598 mil.
José Roberto Salgado: condenado por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituição financeira e evasão de divisas a 16 anos e 8 meses de prisão, mais multa de R$ 926 mil.
Henrique Pizzolatto: condenado por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro a 12 anos e 7 meses de prisão, além de multa de 1,272 milhão.
Carlos Rodrigues: condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro a 6 anos e 3 meses de prisão e multa de R$ 696 mil.
Valdemar Costa Neto: condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro a 7 anos e 10 meses de prisão mais multa de R$ 1.080 milhão.
Breno Fischberg: condenado por lavagem de dinheiro a 5 anos e 10 meses de prisão, além de multa de R$ 528 mil.
Enivaldo Quadrado: condenado por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro a 5 anos e 9 meses de prisão e multa de R$ 528 mil.
João Cláudio Genu: condenado por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção passiva a 7 anos e 3 meses de prisão e multa de R$ 480 mil.
Jacinto Lamas: condenado por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção passiva a 5 anos de prisão e multa de R$ 240 mil.
Romeu Queiroz: condenado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva a 6 anos e 6 meses de prisão e multa de R$ 858 mil.
Pedro Henry: condenado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva a 7 anos e 2 meses de prisão e multa de R$ 962 mil.
Pedro Correa: condenado por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção passiva a 9 anos e 5 meses de prisão e multa de R$ 1,132 milhão.
José Borba: condenado por corrupção passiva a 2 anos e 3 meses de prisão e multa de R$ 390 mil, revertida para pena restritiva de direitos.
Roberto Jefferson: condenado a 7 anos e 14 dias em regime semiaberto, além de multa de R$ 720,8 mil pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Emerson Palmieri: condenado por lavagem de dinheiro a 4 anos, 3 meses e 24 dias de prisão, mais multa de R$ 247 mil. Ele também foi condenado a 2 anos por corrupção passiva, mas a pena já prescreveu.
João Paulo Cunha: condenado pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, o que somou 9 anos e 4 meses de prisão, além de multa de R$ 370 mil.