Pequenas igrejas & Grandes negócios

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Pequenas igrejas & Grandes negócios

“Cuide de seus clientes e os negócios andarão por si sós.”

Em cada estado, em cada cidade, em cada esquina… Um antigo empreendimento super lucrativo está sendo aberto: Igrejas.

A maioria das pessoas que vão à igreja buscam soluções para seus problemas, elas vão em um lugar em que alguém diz  “dê-me seu dinheiro e lhe vendo a solução”, é claro que não é dito exatamente com essas palavras, há sempre uma deturpação da palavra, uma assimilação com a palavra bíblica, e é claro nenhum fiel desiludido da vida vai contrariar a palavra de Deus.

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Sem sombra de dúvidas abrir uma igreja por menor que seja é um negócio que só trará lucros; Se houver gastos com local, cadeiras, iluminação, etc., rapidamente estes gatos serão cobertos pelo dinheiro arrecadado do famoso “dízimo”. E não há nenhuma regra burocrática quando se trata de fundar um novo templo para Deus.

“Mas o dízimo não é obrigatório, dá quem quer.”

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Em várias igrejas já foi até instituído quanto cada pessoa deve “doar” por mês: 10% do salário. E ainda assim afirmam que não é obrigatório? Se ainda não for o suficiente, há facilidades de pagamento que vão de dinheiro à cartão de crédito. Experimente passar 2 meses frequentando uma igreja sem dar 1 centavo de dízimo; Os próprios frequentadores vão falar que deve “doar”, mesmo que esteja passando por dificuldades financeiras pois irá “receber em dobro”… O que realmente acontece com várias pessoas é “doar” tudo o que possuem e ficarem sem nada. Se bem que há lógica: alguém “doa” tudo que tem e fica sem nada, o dobro disso é nada!

O artigo 150 da Constituição estabelece as limitações do poder de tributar a todos os entes federativos, independente de outras garantias concedidas aos contribuintes. No inciso VI fica claro a proibição de impostos de TEMPLOS DE QUALQUER CULTO.

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Para isso as instituições devem cumprir alguns quesitos, como:

– Não remunerar dirigente, a qualquer título;

– Aplicarem integralmente, no país, os recursos na manutenção de seus objetivos;

– Manterem escrituração contábil de sua movimentação financeira e econômica;

– Conservar a documentação contábil, pelo prazo prescricional;

– Recolher os tributos retidos;

– Apresentar a Declaração de Rendimentos e demais obrigações acessórias pertinentes;

– Assegurar, em seu estatuto, no caso de extinção da entidade, a destinação de seu patrimônio a outra entidade semelhante.

Entre outros.

Quem garante que esses quesitos são cumpridos? Dirigentes são remunerados com quantias absurdas… E o descumprimento vai muito além…

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Um bom exemplo de auto faturamento é o da Igreja Internacional da Graça de Deus, o líder R.R Soares que este ano renovou o seu contrato com a emissora de TV aberta Band,  o contrato garante a permanência do “Show da Fé” no horário nobre da emissora, o novo acordo, que renovou o programa por mais um ano, inclui o pagamento mensal de R$ 10 milhões, totalizando um valor total de R$ 120 milhões.

No horário que o programa é exibido o Missionário R.R Soares aproveita para divulgar seus produtos como livros, cd’s e até mesmo TV a cabo!

As atividades lucrativas dentro de uma única igreja são extensas, e a preocupação com gastos de divulgação é mínima afinal o dinheiro vem dos fiéis.

Conseguir dinheiro para líderes de igrejas é tarefa fácil, pois são sim pessoas inteligentes e sabem manipular pessoas com palavra bíblicas, aproveitar da dor e sofrimento alheios…  Como “servos especiais”, eles  imaginam que estão acima de qualquer tipo de crítica e que podem mandar e desmandar na igreja, na verdade eles podem e mandam!

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Esses “líderes” estão mais preocupados com o lucro do que com salvação, ajudar quem sofre ou até mesmo com quem está doente!

“O compromisso muita das vezes não é com os clientes e sim com os acionistas.”