Protesto em São Paulo – Manifestantes ocupam Assembleia e Câmara

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Protesto em São Paulo – Manifestantes ocupam Assembleia e Câmara

Os grupos que ocuparam as sedes dos Legislativos estadual e municipal não faziam parte dos movimentos sindicalistas e Passe Livre

O ato contra o suposto desvio de recursos destinados a obras no metrô paulistano e na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) acabou com a ocupação da Câmara Municipal e da Assembleia Legislativa de São Paulo. Os grupos que ocuparam as sedes do legislativo, porém, não faziam parte dos movimentos sindicalistas e passe livre

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo, que convocou o ato, o  MPL (Movimento Passe Livre), o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e outros movimentos sociais haviam se encontrado em baixo do viaduto do Chá, no centro da cidade, por volta das 15 horas. No caminho, uma catraca e um boneco do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) foram queimados em frente à secretaria estadual de Transportes. Os manifestantes entregaram uma carta pedindo fim das terceirizações e das privatizações no transporte de trem e metrô, a redução da tarifa, investigação das denúncias de corrupção e punição dos responsáveis. Sem carros de som, baterias levaram as cerca de três mil pessoas que compunham o ato, segundo estimativas da Polícia Militar, até a praça da Sé

Após o encerramento do ato, manifestantes do PSTU, e outros não identificados com o partido seguiram à Câmara dos vereadores, também no centro. Um grupo de 15 pessoas foi formado e entrou na Câmara para negociar, enquanto outro grupo de 22 pessoas já estava no plenário.

Do lado de fora, manifestantes entraram em confronto com a guardas municipais e policiais militares ao tentar entrar no prédio. Sprays de pimenta e bombas de gás lacrimogêneo foram usadas contra os manifestantes que tentavam conter a polícia na rua Maria Paula queimando sacos de lixo. Ao menos três pessoas foram presas, segundo informações da PM.

Assembleia Legislativa

Alesp

Cerca de 300 manifestantes conseguiram entrar, no começo da tarde, na Assembleia Legislativa, com a ajuda de parlamentares favoráveis à criação da CPI. Houve confronto entre deputados e policiais.

Eles pediam a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar irregularidades nos contratos do transporte público no estado. Do lado de fora, alguns manifestantes tentaram derrubar uma grade instalada pela polícia para evitar que os ativistas entrassem no prédio, e em seguida entraram em confronto com a polícia.

No interior da Alesp, um grupo de ativistas pressiona os deputados para que assinem o requerimento pedindo a abertura da CPI.