RJ: polícia identifica jovens que vazaram dados pessoais de 50 mil PMs

BitTorrent sai da ‘lista negra’ e ganha destaque no Google
25 de setembro de 2013
Após falhas de segurança, Apple lança atualização para sistema iOS 7
27 de setembro de 2013

RJ: polícia identifica jovens que vazaram dados pessoais de 50 mil PMs

A polícia do Rio de Janeiro identificou três jovens paulistas como responsáveis pelo vazamento de dados de 50 mil policiais militares fluminenses. Todos têm 16 anos e tiveram seus computadores apreendidos na manhã desta quarta-feira por agentes da Delegacia de Repressão de Crimes de Informática (DRCI) e foram ouvidos pelos agentes. De acordo com o delegado Gilson Perdigão, que ouviu os adolescentes, eles se conheciam apenas virtualmente. Dois deles moram na capital paulista, nos bairros da Vila Aliança e do Grajaú, e um na cidade de Assis.

Dos três, dois eram administradores do perfil Anoncyber & Cyb3rgh0sts e alegaram a atitude por serem contra a participação da PM na repressão aos manifestantes no Rio de Janeiro. Segundos as investigações, o jovem que mora na Vila Aliança foi o responsável pelo vazamento dos dados pessoais dos policiais militares.

De acordo com a polícia, ele criou um programa, baixou os arquivos depois de invadir o site da PM e hospedou o site em um servidor na Nova Zelândia para tentar dificultar a localização do IP (número de identificação do computador).

O morador do Grajaú conseguiu invadir o site da polícia, mas não disponibilizou os dados e o morador de Assis apenas tentou a invasão, mas sem sucesso.

Os adolescentes foram ouvidos e serão indiciados com base na Lei Carolina Dieckmann. Os computadores apreendidos foram levado à polícia fluminense, onde serão periciados.

A tipificação do crime em que os adolescentes foram autuados, segundo a Lei 12.737, é “invasão de dispositivo informático alheio, conectado ou não à rede de computadores, mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou tácita do titular do dispositivo ou instalar vulnerabilidades para obter vantagem ilícita”.

A polícia espera por decisão judicial para convocar os três adolescentes a depor na sequencia do processo.