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SP: ato contra Copa tem prisão de manifestantes e jornalistas

Manifestantes e policiais militares entraram em confronto no início da noite deste sábado durante protesto que começou na Praça da República, no centro de São Paulo, contra a realização da Copa do Mundo no Brasil. A manifestação – acompanhada desde o início por um contingente de mil policiais, dentre os quais, homens da “Tropa do Braço”, com treinamento em artes marciais – terminou com saldo de pelo menos oito feridos, dentre os quais cinco policiais, dois manifestantes e o fotógrafo do Terra Bruno Santos.

Ao todo, 230 pessoas foram detidas e encaminhadas a distritos policiais da região central e dos Jardins –o maior número desde os protestos de junho do ano passado.

Em meio ao tumulto, os repórteres Sérgio Roxo (O Globo), Reynaldo Turollo (Folha de S. Paulo) e Paulo Piza (G1) foram detidos suspeitos de integrar o Black Bloc, assim como dois fotógrafos freelancers. A confusão teve início quando PMs cercaram vários manifestantes.

No tumulto, o fotógrafo do Terra teve o equipamento destruído por golpes de cassetete desferidos por policiais. Os golpes acertaram também suas costas. Santos caiu, torceu o pé e precisou ser encaminhado a um hospital. Um dos PMs feridos, uma mulher, teve um braço quebrado.

O ato teve início às 17h na Praça da República com palavras de ordem contra a realização do Mundial no Brasil –o jogo de abertura é em São Paulo, dia 12 de junho. De lá, perto das 18h, o grupo seguiu pela avenida Rio Branco e pela rua da Consolação.

Por volta das 19h, na rua Coronel Xavier de Toledo, tiveram início confronto e as primeiras prisões. A PM ainda reagiu com bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão que protestava pacificamente. Tiros de bala de borracha também foram efetuados.

Em meio à ação, policiais militares cercaram e prenderam dezenas de manifestantes na rua Coronel Xavier de Toledo. No local, dezenas de agentes de segurança formaram um cordão de isolamento e ameaçaram jornalistas que se aproximaram.