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Tentativa de golpe de Estado na Venezuela faz UNASUL convocar reunião de emergência

O dia 14 de abril foi marcado pela a vitória de Nicolás Maduro, sucessor do ex-presidente Hugo Chavez e também pelo início de uma grande crise política na Venezuela. O candidato derrotado de centro-direita Henrique Capriles pede a recontagem dos votos e é acusado de incitação a violência em protestos ocorridos na segunda-feira, dia 15, que tiveram como saldo oito mortos. O Supremo Tribunal de Justiça venezuelano afirma que a recontagem manual dos votos é impossível porque o sistema eleitoral da Venezuela, assim como o do Brasil, é automatizado.

Venezuela

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            O fato mais curioso da eleição não foi a reafirmação da identidade bolivariana através da eleição de Maduro, que já havia sido prevista por meio de pesquisas de opinião de votos, mas sim a insatisfação com os resultados manifestada pela Organização dos Estados Unidos (OEA) e dos Estados Unidos. O Secretário de Estado Americano, John Kerry  insiste na recontagem dos votos e afirmou em discurso que os EUA não estão prontos para reconhecer a vitória de Maduro. O candidato chavista respondeu a manifestação afirmando que não espera o respaldo do governo  norte americano “Não reconheçam nada, não nos importa o seu reconhecimento. Decidimos ser livres e vamos ser livres e independentes, com ou sem vocês” E pediu para que os Estados Unidos tirem os olhos da Venezuela.

Não é segredo que os Estados Unidos apoiaram as ditaduras militares sul-americanas (leia aqui o arquivo vazado pelo Wikileaks) e que eles temem as esquerdas populistas na América do Sul. A União Européia também se declara preocupada com a crescente polarização da sociedade venezuelana.

            Os chefes de Estado da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) se encontrarão em uma reunião extraordinária que se realizará em Lima, capital do Perú, país que detém a presidência rotativa do grupo. O orgão reconheceu e respaldou a legitimidade da eleição do candidato chavista. Após a reunião de apoio a maior parte dos chefes de estado viaja para a Venezuela para assistir a cerimônia de posse de Nicolás Maduro que acontece na sexta-feira.