Assange faz ameaça a festival de cinema com ação judicial

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Assange faz ameaça a festival de cinema com ação judicial

O fundador do Wikileaks, Julian Assange, ameaçou entrar com uma ação judicial contra o festival de cinema South by Southwest (SXSW), nos Estados Unidos, caso seja exibido o documentário “Wikileaks: Secrets and Lies” (Wikileaks: Segredos e Mentiras), noticiou o jornal britânico The Guardian

Assange, que está refugiado na embaixada do Equador em Londres, afirmou que o documentário é difamatório, injusto e que sua privacidade tinha sido invadida. As ameaças de um processo judicial foram feitas depois de a Ofcom, entidade responsável por regulamentar a mídia na Grã-Bretanha, ter rejeitado uma denúncia do australiano contra a exibição do filme.

Assange enviou um e-mail intitulado “Carta antes da ação”, ao qual o Guardian teve acesso, para os organizadores do festival solicitando informações sobre os procedimentos para realizar uma reclamação, acrescentando que “este último pedido é feito sem prejuízo a qualquer ação legal subsequente que eu possa tomar contra o SXSW pela exibição deste programa calunioso”.

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Ele alegou ainda na mensagem que a Oxford Film & Television, a produtora independente responsável pelo documentário, estava “sob investigação pelo órgão regulador britânico Ofcom por múltiplas violações do Código de Radiodifusão”.

Patrick Forbes, chefe de documentários da Oxford Film & Television, saudou a decisão da Ofcom e elogiou o festival SXSW por não ceder à pressão do fundador do Wikileaks. “Julian Assange atacou este filme e nos acusou de sermos injustos com ele. Estou muito contente que a Ofcom tenha rejeitado suas queixas”, declarou Forbes ao Guardian.

Na noite de segunda-feira, Assange respondeu à decisão da Ofcom com uma longa declaração no site do WikiLeaks. Ele disse que a decisão “omite muitos pontos substanciais do fato” e acusou os produtores do programa de produzir um “documentário tendencioso e unilateral”.

Histórico – A Justiça da Suécia solicitou a extradição de Assange por causa das denúncias de duas mulheres por agressões sexuais, as quais ele nega reiteradamente. O fundador do site WikiLeaks, de 41 anos, está abrigado na embaixada equatoriana em Londres desde 19 de junho, quando pediu proteção ao presidente Rafael Correa, cujo governo finalmente lhe concedeu asilo diplomático.