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Brasil apoia Assange junto aos países sul-americanos

Assange usando a camisa da seleção brasileira

Unasul decidiu ficar ao lado do Equador contra ameaças da Grã-Bretanha

Assange usando a camisa da seleção brasileira

Assange usando a camisa da seleção brasileira

Asilado na Embaixada do Equador em Londres desde a última quinta-feira (16/08), Julian Assange conta com apoio dos países latinos, entre eles, o Brasil. Nesse domingo (19/08), a Unasul (União de Nações Sul-Americanos) se reuniu para discutir a situação do criador do Wikileaks e decidiu ficar ao lado dele, em oposição à Grã-Bretanha, que deseja extraditá-lo para a Suécia.

Na declaração final, assinada por uma cúpula de chanceleres, a Unasul convoca os países a se manifestarem a favor do Equador diante da ameaça britânica, que poderia invadir a Embaixada para prender Assange.

A organização ainda chama “as partes a continuar o diálogo e negociação direta em procura de uma solução aceitável para os dois lados, com respeito ao direito internacional”, como noticiou a France Press.

Caça às bruxas

Mais cedo, Assange fez um discurso da sacada da Embaixada. Por cerca de dez minutos, falou sobre sua situação, agradecendo aos países que o apoiam, e criticou os Estados Unidos. “Peço ao presidente Obama que faça o correto”, conclamou, “que os EUA devem renunciar à caça às bruxas sobre o Wikileaks.”

De acordo com a AFP, o ativista também manifestou seu apoio a Bradley Manning, soldado norte-americano responsável por vazar ao Wikileaks uma boa quantidade de documentos confidenciais.

Assange acusou a polícia britânica de ter tentado uma invasão à Embaixada equatoriana na quarta-feira (15/08). O ato não teria dado certo graças à forte cobertura midiática e ao apoio que ele tem recebido.

Por fim, Assange pediu aos países membros da OEA (Organização dos Estados Americanos) que “defendam o direito ao asilo”. “Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, El Salvador, Honduras, México, Nicarágua, Argentina, Peru e Venezuela”, citados por ele, têm encontro marcado para esta sexta-feira (24/08), em Washington, onde devem discutir o impasse.