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Coreia do Sul: Presidente Park Geun-hye é estrategica para o imperialismo norte americano

A tentativa de conter o aprofundamento da crise capitalista por meio da escalada dos ataques contra os trabalhadores e o ascenso do militarismo em aliança com o imperialismo norte-americano.

Park Geun-hye, do partido Saenuri (Nova Fronteira), preferida pelo imperialismo norte-americano e filha do ditador Park Chung-hee (1961-1979), que é associado com o desenvolvimento industrial exportador do País,  venceu as eleições presidenciais na Coreia do Sul, com 51,6% dos votos válidos, em cima propostas direitistas e favorecida pela saída do pleito eleitoral do candidato independente, Ahn Cheol-soo, conhecido fundador de uma empresa de software, e que conta com grande popularidade entre as camadas jovens da população.

No mês de outubro de 2011, outro candidato independente, Park Won-soon, tinha vencido, por larga vantagem, as eleições da prefeitura de Seul, em cima da crítica das tentativas da direita de reduzir os programas sociais, como o corte dos lanches gratuitos nas escolas e a redução dos programas de ajuda aos estudantes pobres, colocando em xeque os mecanismos de controle políticos tradicionais.

O candidato da ala esquerda da burguesia pró-imperialista coreana, Moo Jae-in, líder do PDU (Partido Democrático Unificado), um advogado defensor dos direitos humanos e perseguido político durante a ditadura de Park Chung-hee, obteve 48% dos votos válidos.

O abstencionismo alcançou 24%, o menor em 15 anos.

As políticas promovidas por Lee Myung-bak (2009-2013), ex presidente da Hyundai, que também pertence ao direitista Saenuri, com o objetivo de converter a Coreia do Sul num hub do comércio internacional, por meio de acordos de livre comercio, fracassaram, pois mesmo tendo conseguido evitar uma queda maior das exportações, provocaram a disparada das importações, principalmente dos EUA.

As novas políticas da direita visam a escala dos planos de austeridade, das políticas neoliberais e um maior alinhamento com o imperialismo norte-americano.

A política econômica de crescimento proposta é a chamada “democratização econômica” e representa uma maior abertura para os especuladores financeiros abocanharem setores da economia que hoje estão nas mãos dos chamados chaebol, como a Samsung, Daewoo, LG, Lucky Gold Star e Huyndai. Esta é a condição do imperialismo norte-americano para aumentar as importações sul-coreanas e os investimentos no País. O discurso demagógico da campanha eleitoral propagandeou a criação de um ambiente empresarial mais justo, com mais direitos para as pequenas e médias empresas frente aos grandes conglomerados, e a suposta criação de novos empregos qualificados para beneficiar à classe média.

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