De colaborador com a ditadura de Videla a Papa

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De colaborador com a ditadura de Videla a Papa

O cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, jesuíta de 76 anos, arcebispo da cidade de Buenos Aires foi eleito como novo Papa com o nome de Francisco I, em homenagem a São Francisco de Assis, o santo dos pobres. Por detrás da propaganda sobre a origem latino-americana e da suposta “sensibilidade” com a miséria, se esconde uma figura sórdida e representante da direita.

Bergoglio foi um dos colaboradores da Igreja Católica argentina com a sanguinária ditadura de Jorge Rafael Videla. Nada de novo para a direita religiosa. O Papa Pio XII havia impulsionado a Hitler no ascenso ao poder e foi um grande apoiador de Mussolini.

No documento original revelado recentemente sobre um memorando da reunião celebrada em 15 de novembro de 1976 entre a Comissão Executiva da Conferência Episcopal Argentina com a Junta Militar (http://iglesiaydictadura.wordpress.com/tag/verbitsky) se dizia que “de nenhuma maneira pretendemos ter uma posição de crítica à ação do governo” dado que “um fracasso levará, muito provavelmente, ao marxismo”, pelo qual “acompanhamos o atual processo de reorganização do país”. As reuniões mensais continuaram durante toda a duração do regime militar.

Em 2010, Borgoglio compareceu aos juízos relacionados com o campo de concentração da ESMA, depois de uma testemunha haver declarado que padres foram sequestrados depois de Bergoglio ter lhes negado sua proteção. Além disso, ele encabeçou a luta contra o direito ao aborto e às liberdades democráticas na Argentina. Colocou-se à cabeça da pressão da Igreja para evitar a aprovação do direito ao aborto não punível nas províncias argentinas, inclusive nos casos de estupro, pressão a que cederam tanto o kirchnerismo como os governadores da direita. Borgoglio declarou: “Não somos ingênuos: não se trata de uma simples luta política; é a pretensão destrutiva dos planos de Deus “.

Em 2010, quando estava tramitando o projeto da Lei do Casamento Entre Pessoas do Mesmo Sexo, Borgoglio fez campanha pública, chegando a qualificar como uma “Guerra de Deus” contra “uma ação do Diabo”.

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