Defensores do Wikileaks atacam sites do governo da Suécia

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Defensores do Wikileaks atacam sites do governo da Suécia

Páginas do governo, das forças armadas e da justiça sueca foram tiradas do ar

Anonymous, aliados do Wikileaks na sua causa de transparência radical, realizaram uma série de ataques nesta segunda-feira (3/9) contra sites da Suécia, país que julga Julian Assange – criador do projeto de vazamentos anônimos – por dois supostos crimes sexuais cometidos em 2010.

Tendo recebido uma oferta de asilo para viver como prisioneiro político no Equador, Assange se refugia na embaixada do país sul-americano em Londres desde o último dia 19 de junho. Como a justiça britânica foi favorável à sua extradição para a Suécia, a polícia o prendará se ele tentar sair do prédio. O criador do Wikileaks espera resolver o caso por vias diplomáticas em até um ano.

Favoráveis às atitudes de Assange e do soldado Bradley Manning, que vazou mais de 250 mil diplomáticos norte-americanos para o Wikileaks e que no momento está preso na Baía de Guantánamo, os hackers do Anonymous tiraram do ar uma série de domínios ligados ao governo sueco, como as páginas do poder executivo, das forças armadas e da justiça sueca.

A Suécia é acusada de agir em conluio com os Estados Unidos para facilitar uma futura extradição de Assange para o país, onde o hacker poderia receber até a pena de morte por crimes contra a segurança nacional por ter revelado segredos das guerras do Iraque e Afeganistão. Assange nega os dois supostos crimes cometidos em 2010, afirmando que o sexo foi consensual e que a acusação é uma invenção dos seus inimigos políticos.