Edward Snowden pede asilo ao Equador

Documentos revelam as regras de vigilância da NSA
24 de junho de 2013
Diga não à PEC 37
24 de junho de 2013

Edward Snowden pede asilo ao Equador

Snowden, que denunciou programas de vigilância americanos, deixou Hong Kong apesar do pedido de prisão temporária emitido pelos EUA

Edward Snowden, o ex-funcionário da NSA (U.S. National Security Agency) que vazou documentos e informações sobre os programas de vigilância PRISM utilizados pelas agências de segurança americanas na internet e na telefonia, deixou Hong Kong e foi para a Russia. Possivelmente planeja solicitar asilo no Equador.

A organização WikiLeaks disse em mensagem via Twitter neste domingo que Snowden “está sobre o espaço aéreo russo acompanhado de advogados do WikiLeaks”. Segundo outra mensagem, o WikiLeaks estaria ajudando Snowden com documentos a conseguir asilo político em um país democrático.

Em um tweet publicado neste domingo, o ministro das relações exteriores do Equador, Ricardo Patiño Aroca, informou que Snowden solicitou asilo ao Equador

 Snowden viajou para Hong Kong no mês passado depois de deixar seu emprego no escritório da NSA no Havaí e antes que sua identidade fosse revelada.

Segundo declarações oficiais do governo de Hong Kong, ele foi liberado para deixar o país “por vias legais e normais” e teria viajado para um terceiro país. Embora o documento oficial do governo não indicasse o país, já se sabe que Snowden embarcou num avião da companhia aérea Aeroflot, com seus próprios recursos, para a Rússia, embora Moscou não seja seu destino final, segundo o jornal South China Morning Post.

O governo americano tinha emitido um pedido de prisão temporária contra Snowden e estava pressionando o governo de Hong Kong a extraditar Snowden. Segundo o jornal The New York Times, as autoridades de Hong Kong disseram oficialmente que o pedido legal feito pelos Estados Unidos “não cumpria todas as exigências da legislação de Hong Kong” e que tinha portanto pedido mais informações aos EUA sobre o assunto para tomar a decisão.

Como, segundo o documento oficial, tais informações não chegaram, “não havia informação suficiente para realizar a prisão temporária e nenhum suporte legal para impedir Mr. Snowden de deixar Hong Kong”.

Snowden está sendo acusado por uma corte federal americana de roubo de propriedade governamental, comunicação não autorizada de informações sobre a defesa nacional e transferência indevida de informações secretas sobre inteligência de comunicações para pessoas não autorizadas. As acusações contra ele foram formalizadas junto a uma corte federal do Estado da Virgínia no dia 14 de junho.

O ex-funcionário da NSA passou documentos para o jornal inglês The Guardian e o jornal americano Washington Post, demonstrando programas de vigilância digital e eletrônica (PRISM) em larga escala incluindo captura de metadados sobre ligações telefônicas feitas por usuários da operadora Verizon nos Estados Unidos e acesso em tempo real aos servidores de internet de empresas como Facebook e Google. As empresas negaram sua participação no programa.