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Egito declara estado de emergência

O Egito declarou estado de emergência depois de dezenas de mortos em confrontos quando as forças de segurança egípcias retiravam acampamentos de partidários do presidente deposto Mohamed Mursi de duas praças do Cairo.

De acordo com a BBC, forças de segurança disseram que ao menos 95 morreram. Integrantes da Irmandade Muçulmana, no entanto, falam em centenas. O estado de emergência está previsto para durar um mês.

Os choques ocorreram no acampamento do lado de fora da mesquita de Rabaa al-Adawiya e também na praça Nahda, outro reduto das manifestações. A operação começou no início da manhã desta quarta-feira 14 com uma grande mobilização de tropas policiais e militares nos acampamentos de partidários de Mursi, que exigiam sua libertação e o retorno ao poder. O presidente islamita está detido desde 3 de julho, quando sofreu um golpe militar e foi derrubado pelo Exército.

Os médicos presentes em um hospital de campanha trabalhavam em condições de grande pressão e se viam obrigados a abandonar os caso mais graves para tratar os feridos com mais possibilidades de sobreviver.

Em meio à tensão que toma o país, o vice-presidente egípcio, o Nobel da Paz Mohamed ElBaradei, apresentou sua renúncia ao presidente interino do país, Adly Mansur. “Para mim é difícil continuar a assumir a responsabilidade de tomar decisões com as quais não estou de acordo”, escreveu na carta entregue a Mansur.

Segundo informações da AFP, a Irmandade Muçulmana convocou uma mobilização geral para conter o massacre. Os organizadores dos protestos pedem aos egípcios que “tomem as ruas para deter o massacre”. Os islamitas tentavam bloquear várias avenidas e confrontos foram registrados em diversos bairros da capital, assim como em outras cidades.

O governo, por sua vez, suspendeu todas as conexões ferroviárias com o Cairo para dificultar os protestos.