França declara fim da política de austeridade, mas protestos não param no país

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França declara fim da política de austeridade, mas protestos não param no país

Em meio á protestos que tomaram toda Paris nesse domingo (05), o ministro das Finanças francês Pierre Moscovic declarou o fim da austeridade no continente europeu com base numa decisão da Comissão da União Européia em dar ao país gaulês mais dois anos para que se reduza seu déficit público para no máximo 3% do PIB (Produto Interno Bruto). Segundo especialista em economia e política, o maior prazo dado á França só se fez possível devido ao governo da chanceler alemã Angela Merkel ter aceitado uma flexibilização na planilha de gasto da política européia.

— Isso é decisivo, é uma mudança na história do projeto europeu desde o início do euro. Nós testemunhamos de certa forma o fim da austeridade financeira e o fim do dogma da austeridade. — disse Moscovic à rádio francesa Europe 1.

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Mesmo com o ‘acordo’ aceito pela Alemanha (principal potência econômica do Bloco Europeu) na Comissão Européia, as relações entre Paris e Berlim parecem não estar entre as melhores, uma vez que o governo de Merkel teria negado há um ano tal flexibilização pedida pelo presidente francês François Hollande. Ao menos é o que informam cientistas políticos.

Em contra-partida, países do sul da Europa continuam adotando medidas impopulares de cortes de gastos e aumento de impostos, com forte impacto social no bloco, especialmente o desemprego. Portugal, por exemplo, anunciou na última sexta-feira o corte de servidores públicos para reduzir os gastos do governo. Segundo o premier português Pedro Passos Coelho, a medida permitirá ao Estado economizar € 4,8 bilhões. Na Espanha, uma pesquisa revelou que 41% dos trabalhadores que se graduaram nos últimos anos estão subempregados.

Mesmo com o anúncio do governo francês, neste domingo, em Paris, manifestantes de partidos da esquerda protestaram contra o governo do socialista François Hollande, que completa “um ano de medidas de austeridade”, segundo os cartazes. A marcha, organizada pela coligação Frente de Esquerda, foi integrada por uma série de esquerdistas, desde ambientalistas a sindicalistas. Os manifestantes foram até a simbólica Praça da Bastilha, onde cerca de 180 mil pessoas se concentraram no manifesto