#FREEBARRETTBROWN: julgamento de ativista anonymous

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#FREEBARRETTBROWN: julgamento de ativista anonymous

#FREEBARRETTBROWN : Ativista, também conhecido como porta voz da Anonymous, pode pegar 100 anos de prisão em abril. O próprio Brown faz questão de deixar claro que não é porta voz da ideia e apenas ajuda divulgá-la.

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O jornalista americano Barrett Brown, que escrevia para o jornal The Guardian e a revista Vanity Fair,enfrenta acusações cujas penas podem chegar a 105 anos de prisão. Antes de ser detido, em setembro de 2012, Brown, de 31 anos, investigava o conteúdo de cinco milhões de e-mails internos hackeados da empresa privada de inteligência Stratfor. Ele continua sob custódia e o julgamento deve começar em abril deste ano.
Barrett Brown é o fundador do Project PM, um grupo de reflexão independente com financiamento coletivo que investiga as relações entre empresas de segurança privada e o governo dos EUA. Desde setembro de 2012, Brown está em detenção federal anterior ao julgamento e indiciado por 17 alegações.
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O “crime”

Algumas das acusações contra Brown dizem respeito a um hyperlink (link) que ele postou no canal da sala de bate-papo do seu Project PM. O link direcionava a um arquivo compactado (formato zip) contendo informações hackeadas da empresa de inteligência contratada, Stratfor Global Intelligence. Embora seja reconhecido que o próprio Brown não participou do hacking, considerando que o arquivo zip que ele postou incluía e-mails listando informações referentes a cartões de crédito roubados, ele é acusado de:
•tráfico de recursos de autenticação furtados
•fraude por acesso a dispositivo
•roubo de identidade agravado

É evidente que Brown é inocente, ele não participou da operação de obtenção dos dados, não é um hacker, apenas “disseminou” a informação. Ele estava mexendo com “peixes grandes”.

Sua casa foi invadida duas vezes e até sua mãe foi assediada pelo FBI. Após ver a mãe sendo perseguida pelos agentes, Barrett Brown gravou Why I’m Going to Destroy FBI Agent Robert Smith Part Three(Por que eu estou indo destruir o agente do FBI Robert Simith parte 3 vídeo no qual afirma que do mesmo jeito que é legal destruir a vida de uma pessoa, ameaçar sua mãe, ele faria o mesmo com o agente Robert Smith do FBI,por ser legal.

Isso foi o bastante para que os agentes do FBI invadissem sua casa, inclusive o agente Robert Smith, enquanto Brown participava de um chat. O momento da prisão foi gravado. Veja aqui.
Para ajudar arrecadar fundos para defesa de Barrett Brown visite:
#FreeBarrettBrown
#FreeBB

A doação é rápida e segura. Tem os valores já doados e é transparente. Podem ser feitas doações pelo: We Pay
PayPal
Bitcoin
Ou ordem de cheque ou dinheiro em:
Free Barrett Brown Ltd.
P.O. Box 2658
Amherst, MA 01004

O conteúdo dos e-mails iluminou a área nebulosa em que as organizações de inteligência governamentais e privadas operam. Os e-mails incluíam discussões sobre possibilidades de rendições e assassinatos. Um e-mail do vice-presidente da Stratfor, Fred Burton, sugeria tomar vantagem do caos na Líbia para render o terrorista Abdelbaset al-Megrahi, libertado da prisão por causa de uma doença terminal.
Quando o conteúdo dos e-mails se tornou disponível online, Brown determinou que sua wiki de apuração coletiva, a ProjectPM, deveria examinar as cinco milhões de mensagens. Para distribuir o conteúdo para seus colegas, Brown disponibilizou um link público do vazamento em um canal de conversas. Este é o principal crime pelo qual ele enfrenta a sentença de um século de prisão, pois o link continha um documento com o número de cartões de crédito e códigos de autenticação roubados da Stratfor.

O jornalista foi preso no dia 12 de setembro de 2012 pelo FBI enquanto participava de uma sessão de conversas online. Foram-lhe negados a possibilidade de fiança e de atendimento médico adequado. No dia 3 de outubro, um júri federal indiciou Brown pelas acusações de ameaça e conspiração.
Em dezembro, ele foi indiciado por mais 12 acusações federais. Em janeiro de 2013, Brown foi também indiciado pela acusação de esconder evidências em sua casa e na de sua mãe. O jornalista já estava no radar após ajudar a revelar um projeto de inteligência contratado pelo Banco da América e pela Câmara de Comércio dos EUA.

Brown será julgado em 2014 por várias acusações que, juntas, representam uma sentença máxima de 105 anos de prisão. A ARTIGO 19 está profundamente preocupada com essas acusações pelas seguintes razões:
Potencial efeito devastador sobre o uso de links: Este caso é importante porque a Internet é um meio fundamental de liberdade de expressão. Os hyperlinks representam uma parte muito importante da Internet e não é exagero dizer que a Internet é, em si, uma série de hyperlinks. O uso de links – referências a outros materiais publicados online – é o sustentáculo da Internet e uma característica básica de interação online e da prática jornalística. Assim, os links representam uma parte essencial do direito de receber e transmitir informações e idéias. Este é um direito fundamental que é protegido pela lei internacional de direitos humanos e pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA. A condenação de Brown por postar este link teria, portanto, um efeito devastador sobre a livre expressão online e sobre o jornalismo investigativo.

Observamos que a importância do caso do Brown já foi demonstrada pelos recentes acontecimentos envolvendo Matthew Green, professor da Johns Hopkins University. Green recebeu uma solicitação para retirar do seu blog o comentário que criticava a Agência de Segurança Nacional [dos EUA] visto que o comentário estava “ligado a material confidencial. O único material ‘confidencial’ objeto do link postado por Green era composto por informações já disponíveis ao público por meio de notícias publicadas nos jornais “The Guardian” e “New York Times”. Este incidente enfatiza a necessidade urgente de os EUA protegerem explicitamente, em lei federal, o direito ao uso de links.

Impacto sobre a liberdade da mídia: É um princípio bem estabelecido que os jornalistas nunca devam ser responsabilizados pela publicação e disseminação de informações consideradas ‘confidenciais’ que vazaram, a menos que tenham sido obtidas de forma criminosa – mediante fraude, por exemplo. Essa proteção é fundamental para garantir a sustentabilidade do jornalismo investigativo. Neste caso, não foi alegado que Brown estava envolvido no hacking; ele simplesmente postou um link para informações que estavam disponíveis em algum outro lugar. A ARTIGO 19 acredita que o uso de links com informações que já tenham sido publicadas na Internet deveria ser fortemente protegido, principalmente quando esta atividade é realizada para fins jornalísticos.

Além destas acusações contra Brown, um juiz do tribunal distrital na cidade de Dallas, Estado do Texas, emitiu uma ordem em setembro de 2013 proibindo Brown e sua equipe de defesa de fazer declarações extrajudiciais sobre o caso e de discuti-lo com a mídia. A ARTIGO 19 está preocupada com o fato de que esta ordem novamente sinalize a proteção agressiva das redes nacionais de vigilância do Governo dos Estados Unidos em detrimento da liberdade de expressão e da liberdade de imprensa garantida nos termos da Primeira Emenda e da lei internacional.

Desta forma, a ARTIGO 19 conclama os EUA para que abandone a acusação ao jornalista Brown e suspenda a ordem de natureza proibitiva sobre o caso.