Governo Mujica discriminalizou o aborto no Uruguai

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Governo Mujica discriminalizou o aborto no Uruguai

 

Uma revolução silenciosa está em curso no Uruguai. Nas arborizadas  praças de Montevidéu, os politizados uruguaios, com a tradicional  garrafa térmica sob o braço e o chimarrão à mão, discutem as três  grandes mudanças sociais impulsionadas pelo governo do presidente José  “Pepe” Mujica.

 

Uruguai

No dia 17 de outubro foi aprovada a discriminalização do aborto no Uruguai

De acordo com o projeto, a mulher deve passar por um comitê formado por ginecologistas, psicólogos e assistentes sociais, que lhe informarão sobre riscos e alternativas ao aborto, a ser realizado após cinco dias de reflexão. O projeto estabelece ainda que a gravidez pode ser interrompida em casos de risco de vida para a mulher, malformações fetais incompatíveis com a vida extrauterina e, até a 14ª semana de gestação, estupro.

Autoridades sanitárias do país preferem que os abortos sejam realizados dentro de domicílios e mediante uso dos fármacos “mefipristona” e “misoprostol”, oferecidos pelas instituições. No entanto, o último está indisponível no país. A coordenadora do Programa de Saúde Sexual e Reprodutiva, Leticia Rieppi, afirmou que deveria ter chegado dia 26/11, mas se atrasou.

Ignacio Zuasnabar, diretor da empresa uruguaia de pesquisas Equipos, diz que pesquisas mostram que a maioria dos uruguaios tende a apoiar a despenalização do aborto. Apesar disso, o apoio é menor em casos de aborto por vontade da gestante, em contraposição aos casos risco de vida para mãe, má-formação fetal e estupro.

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