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Hacker acusado de ser do LulzSec trabalhava com segurança na Irlanda

Um dos acusados pelo governo norte-americano de fazer parte do grupo de hackers Lulz Security liderava uma organização sem fins lucrativos em Galway, na Irlanda, dedicada a manter sites mais seguros.

Darren Martyn, que foi citado na acusação feita em uma corte federal em Manhattan na terça-feira (6), era um dos líderes do Open Web Application Security Project, que cria programas de código aberto para melhorar a segurança, informou um dos membros do grupo internacional. Nos Estados Unidos, ele é acusado de “pirataria informática.

Thomas Brennan, também envolvido no projeto, disse que Martyn pediu demissão de seu cargo na semana passada.

“Isso envolve leis e ética. As pessoas têm que determinar se elas vão seguir o limite de velocidade imposto pela lei”, disse Brennan à Reuters, em referência aos hackers que escolhem ir contra a lei. “Nós temos as mesmas habilidades que os ‘criminosos’, mas as usamos com ética.”

Martyn não foi imediatamente encontrado para responder à agência. Em sua página do Facebook, ele diz que fez cursos na Universidade Nacional da Irlanda em Galway e que as pessoas que o inspiram incluem o ex-hacker Kevin Mitnick e Mahatma Gandhi.

O hacker foi citado na mesma acusação que Jake Davis, que seria o “Topiary”, e Ryan Ackroyd, que seria a “Kayla” –os dois codenomes ficaram famosos no mundo dos hackers após o vazamento de bate-papos do grupo. Martyn era conhecido como “Pwnsauce” e “Networkkitten”, segundo a acusação.

O indiciamento de hackers foi entregado junto com uma confissão de culpa do líder do Lulz Security, Hector Monsegur, conhecido como “Sabu”. Monsegur estava cooperando secretamente com as autoridades americanas.

Nos papeis, Martyn é citado como residente da Irlanda e não fica claro se ele irá responder a acusações nos Estados Unidos.