Jovens da internet: um novo tipo de lobbystas?

SOPA e a “queima dos sites proibidos”. Será?
30 de janeiro de 2012
Usuários pretendem processar o FBI por desativar o Megaupload
30 de janeiro de 2012

Jovens da internet: um novo tipo de lobbystas?

A força que a internet mostrou ao atacar e acabar com a votação contra os projetos SOPA e PIPA mostra um novo tipo de lobbysta: o da indústria da web.
Um estudo do Pew Research Center mostrou que a questão da legislação antipirataria foi o assunto mais procurado por jovens com menos de 30 anos durante a semana passada. Nos Estados Unidos, essa busca superou inclusive as eleições presidenciais do país, que serão feitas no fim do ano.

Internet
Anonymous

A internet dá voz a um grupo de jovens que, ao atacarem os projetos anti-pirataria, mostraram um posicionamento político como o de sindicatos de trabalhadores que brigam contra patrões por melhores condições de trabalho, segundo o The New York Times. Porém, a luta deles não é por melhores salários ou carga horária menor, e sim pela liberdade de usar a internet da forma como quiserem.

E, ainda de acordo com a reportagem, a ação dos jovens foi bem orquestrada: milhões de e-mails foram enviados para senadores e deputados por cidadãos comuns se mostrando contra os projetos. Aos poucos as empresas que apoiavam as leis foram retirando o apoio, até que a votação delas foi oficialmente cancelada.

Ao mesmo tempo, empresas de internet faziam a sua parte e ajudavam a divulgar o protesto. Seja no dia fora do ar da Wikipedia, na mensagem postada pelo Google em sua página de buscas ou nas informações compartilhadas no Facebook, a indústria da web se aliou aos usuários para conseguir atingir os seus interesses.

Para o jornal, a ação desses jovens lembra os lobbystas, que conversam com políticos para defender o interesse de setores da indústria. No caso, a vontade deles de manter a internet do jeito que ela é foi fundamental para a chuva de mensagens de protesto enviadas para congressistas. Nos Estados Unidos, os lobbystas são conhecidos e recebem de empresas para convencer deputados e senadores a votarem projetos de acordo com o interesse das companhias. No caso do SOPA e PIPA, porém, o lobby foi gratuito: interferia diretamente no interesse de cidadãos comuns.