Julian Assange quer concorrer ao Senado na Austrália em 2013

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Julian Assange quer concorrer ao Senado na Austrália em 2013

Julian Assange

WASHINGTON – Julian Assange, o fundador do WikiLeaks procurado internacionalmente, pretende fundar seu prório partido e concorrer ao Senado na eleição da Austrália de 2013, de acordo com o site do local “The Age”. Refugiado desde junho na embaixada equatoriana em Londres, Assange tenta evitar sua extradição para a Suécia, onde é suspeito de crimes sexuais.

Segundo o site, os planos de Assange de registrar o partido WikiLeaks estão “avançando significativamente”. Após indicar que se candidataria ao Senado, ele acrescentou que “um grande número de pessoas manifestou sua disponibilidade para concorrer às eleições”.

Assange afirmou ainda que poderia se registrar como eleitor no exterior, para New South Wales ou Victoria, enquanto segue na embaixada de Londres no Equador. Segundo ele, seu pai, John Shipton, tem coordenado os preparativos para a formação de um partido. Um projeto de constituição já foi submetido a uma revisão legal. Para registrar o WikiLeaks, seu fundador precisa de pelo menos 500 apoiadores, que ele espera conseguir dos cerca de 1,7 milhão de seguidores no Twitter e dos 2,1 milhões de fãs no Facebook (dos quais nem todos são australianos).

O partido WikiLeaks iria avançar nos objetivos do grupo de promover a abertura no governo e na política. Caso Assange seja eleito, mas esteja impedido de voltar para a Austrália, um candidato indicado por ele pode ocupar sua cadeira no Senado.

Segundo o jornal local, o fundador do WikiLeaks estaria “bastante encorajado” por uma série de pesquisas publicadas ao longo dos últimos dois anos que mostraram que o apoio ao WikiLeaks tinha permanecido “consistentemente alto”. As pesquisas de opinião deste ano realizadas pela UMR Research, a empresa que o Partido Trabalhista utiliza para a sua votação interna, têm sugerido que Assange poderia ser um candidato competitivo no Senado tanto em New South Wales ou Victoria.