Milhões voltam ás ruas no Egito e pedem a saída do presidente

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Milhões voltam ás ruas no Egito e pedem a saída do presidente

Após rejeitar a renuncia do cargo na última sexta-feira (28), o presidente egípcio Mohamed Morsi voltou a ser alvo de milhões de manifestantes durante todo esse domingo (30) em ruas de 17 das 27 províncias do país africano. Morsi, primeiro presidente eleito de forma democrática desde a queda do ditador Hosni Mubarak, é acusado pela população egípcia de agir cada vez de forma mais autoritária e não ter planos concretos para estabilizar a economia nacional.

egito

No Cairo, o local de encontro dos mais de 500 mil manifestantes foi a simbólica Praça Tahrir, palco de resistência populacional contra o antigo regime ditatorial de Mubarak, além do Palácio Presidencial de Ittihadiya. Já em Alexandria, segundo maior cidade do país, aproximadamente 100 mil pessoas tomaram as ruas.

Se nas metrópoles a situação não se agravou, em outras cidades como Beni Suef e Assiut, houve grandes confrontos entre policiais e manifestantes, os quais conseguiram invadir e incendiar três escritórios da Irmandade Muçulmana (partido de Morsi). Especialistas apresentam que o desemprego crescente que chegou a 13,2% também é um dos motivos da insatisfação popular com o governo.

“O país está andando para trás. Morsi está nos envergonhando e fazendo as pessoas odiar o Islã”, disse a desempregada Donia Rashad, de 24 anos. Para o gerente de restaurante Suliman Mohammed, o principal motivo dos protestos é o descumprimento das metas da revolução que derrubou Mubarak. “Hoje (ontem) é o último dia da Irmandade Muçulmana no poder”, afirmou.