Presidente do Equador diz que há plano secreto para levar Assange aos EUA

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Presidente do Equador diz que há plano secreto para levar Assange aos EUA

Rafael Correa reforçou que o criador do Wikileaks está seguro em sua Embaixada

O presidente equatoriano, Rafael Correa, disse ontem (23/08), em entrevista à Reuters, que nem a Grã-Bretanha, nem a Suécia, quiseram garantir que o fundador do Wikileaks não será mandado aos Estados Unidos porque há “um plano secreto para enviar Assange a um terceiro país”. “A que outra conclusão se pode chegar?”, questionou.
A posição de Correa se baseia nas seguidas negativas dos governos chamados de “Primeiro Mundo” em relação aos pedidos do Equador. “Sempre tivemos fé no diálogo. Nunca perdemos a esperança”, afirmou. “Mas… sou um pouco cético de que a Grã-Bretanha, a Suécia ou os Estados Unidos irão alterar sua posição, já que eles não estão acostumados a isso, e muito menos quando estão dialogando com um ‘país do Terceiro Mundo’ como o Equador. Sempre fomos subestimados, mas ainda temos esperança.”
O presidente se disse indignado com o fato de os britânicos não terem retirado a ameaça de invasão à Embaixada equatoriana em Londres para prender Julian Assange. “Dá para imaginar se uma ameaça semelhante fosse feita por um país de Terceiro Mundo contra uma nação de Primeiro Mundo? Seria um escândalo global. Esse se tornou um (escândalo), mas eles tentaram minimizar dizendo ser um problema bilateral.”

Em outra entrevista, concedida à BBC, Rafael Correa esfriou os ânimos de quem prevê um fim próximo para a situação ao reafirmar que, embora o impasse pudesse “ser resolvido amanhã” se o salvo-conduto de Assange fosse dado pelos britânicos, o ativista pode ficar na Embaixada pelo tempo que quiser.

“A situação pode se arrastar por meses e anos”, disse o presidente. Diplomatas do país andino reforçaram a declaração e um deles chegou a comentar que o fundador do Wikileaks pode ficar no espaço equatoriano em Londres “por oito anos… dois séculos. O quanto ele quiser”.