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Reino Unido não deixa Assange ir à embaixada do Equador na Suécia

Britânicos deixam claro que o ativista só sai de Londres preso

Na última sexta-feira, 21, o ministro das Relações Exteriores do Equador, Ricardo Patiño, propôs ao Reino Unido que Julian Assange fosse enviado à embaixada do país andino na Suécia, onde o fundador do Wikileaks responderia aos processos sobre delitos sexuais que teria cometido por lá.

No domingo, um porta-voz da chancelaria britânica disse à France Press que isso não será permitido. “Deixamos muito clara a nossa posição em relação a Assange, principalmente que se esgotaram todas as possibilidades de recurso e que temos de extraditá-lo para a Suécia. Temos de cumprir essa obrigação e temos toda a intenção de fazê-la”, declarou.

O ativista está na Embaixada do Equador em Londres desde 19 de junho, depois que todos os recursos contra sua extradição à Suécia foram negados. Dois meses depois, em 16 de agosto, os equatorianos o aceitaram como asilado político por temerem que Assange fosse enviado do Reino Unido para a Suécia e, de lá, para os Estados Unidos.

Teme-se que os EUA queiram julgar o criador do Wikileaks porque seu site divulgou milhares de documentos confidenciais sobre a atuação militar daquele país. Caso isso aconteça, Assange pode pegar prisão perpétua ou até pena de morte.