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Turquia entra no quarto dia seguido de protestos contra o governo

Na manhã dessa segunda-feira (03) o governo do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, enfrentou mais um dia de violentos protestos numa escalada que já chega no quarto dia de revoltas populares que tomaram conta de grandes cidades do país [dentre elas, Izmir, Istambul e a capital Ancara]. As manifestações começaram logo após o governo turco a demolição da praça Taksim, no centro de Istambul (maior cidade do país) para a construção de um mega complexo comercial.

Manifestantes são contra a destruição da praça Taksim para construção de um shoppinh em Istambul

Manifestantes são contra a destruição da praça Taksim para construção de um shopping em Istambul.

Segundo a mídia internacional que atua no país euro-asiático, em Izmir os manifestantes lançaram bombas no escritório local do partido AK, o qual Erdogan é filiado. Já em Istambul, uma nova onda de confrontos fez a polícia isolar as ruas próximas ao escritório do primeiro-ministro, a qual usou gás lacrimogêneo numa tentativa mal-sucedida de dispersar os manifestantes, os quais chegaram a bloquear importantes avenidas como as que dão acesso ao Estreito de Bósforo.

Ainda em Istambul, no bairro de Besiktas, os mesmos manifestantes atacaram grandes escritórios de políticos turco que são acusados de vender áreas públicas como a praça Taksim para grandes empresários, principalmente do ramo imobiliários. Foram verificados conflitos também em Ancara, quando a polícia invadiu um complexo comercial que se encontrava ocupado por manifestantes que pedem a renuncia do primeiro-ministro.

O governo de Erdogan já deu sinais que não aceitará a pressão da população,  não renunciará e também não recuará do plano de ‘fazer um melhor uso do espaço da praça Taksim’. Novos protestos e com mais violência por parte da população são esperadas em toda Turquia. Em nota, a Casa Branca pediu que o povo turco ‘acalmasse a situação’.