Twitter briga na justiça para defender manifestante do Occupy Wall Street

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Twitter briga na justiça para defender manifestante do Occupy Wall Street

O Twitter anunciou na última quarta-feira que decidiu apelar contra uma decisão, proferida por juiz de Nova York, que obriga que o site conceda informações e dados privados de um manifestante que participou dos protestos contrários ao capitalismo corporativo que ficaram conhecidos como Occupy Wall Street.

Um tribunal novaiorquino ordenou que o Twitter divulgue tweets e dados privados do ativista Malcolm Harris (@destructuremal), em uma decisão que vem causando bastante polêmica nos Estados Unidos.

Harris estava entre as centenas de pessoas presas em 1° de outubro de 2011, quando manifestantes bloquearam a ponte do Brooklyn, em NY, para chamar atenção para o ato de ocupação civil realizado na frente da Bolsa de Valores de Wall Street.

A acusação exigiu a liberação dos tweets e de um histórico de três meses para “refutar a defesa antecipada do réu”, que afirma que a polícia o obrigou a ir até o local para posteriormente incriminá-lo.

Tanto Harris quanto o Twitter se negaram, por enquanto, a conceder os dados, julgando que a decisão fere o direito à privacidade.

“No Twitter, estamos comprometidos em lutar pelos nossos usuários”, a companhia disse em uma nota oficial. “Portanto, apelaremos desta decisão que, na nossa visão, não mostra o balanço correto entre os direitos dos nossos usuários e os interesses da lei”.