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Prefeiúra

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A população de São Paulo precisa escolher neste domingo (28) entre dois tipos de interesses para governar a cidade: a política higienista, que vem mostrando serviço nos últimos meses (favelas incendiadas, cracolândia vaporizada) ou a pseudo esquerdista, que um dia citara Marx. Que é como ganhar dinheiro com a imagem de Guevara, né? Capitalismo definindo moral!

Neste briga, as emissoras nos presenteiam com debates entre os candidatos, de um nível inacreditável! Uma briga quase infantil, ilustrada por ofensas medíocres que chegam às “famílias” políticas, seus respectivos partidos. Só faltou ofender às mães! Se eu fosse o mediador nesta briguinha, digna de sala de diretoria infantil, entregaria uma advertência pra cada um e só autorizaria o retorno de ambos com a presença de um responsável. Difícil é encaixar este adjetivo em alguém nesta corja toda!
Enquanto grande parte da população sobrevive entre esgotos e tábuas urbanas, ainda serve de batata quente no jogo hipócrita propostos nos debates televisivos e propagandas eleitorais, que deveriam ser pagas, com largos cachês direcionados à educação e cultura municipal.
As pesquisas vão definindo nossos votos, como as campanhas publicitárias nossos gostos de consumo. Estamos presos nesta sujeira toda, que nos gruda feito graxa e elimina quem tenta se limpar.

É vergonhoso, numa democracia (tão pseudo quanto a esquerda do PT) nos obrigar à escolha do menos pior. Não há quem represente os direitos civis, direito institucionais, de nossa população.

Será que queremos nossas crianças o dia inteiro nas escolas? Será que não faltam pais nesta rotina? O ideal seria que os verdadeiros responsáveis tivessem tempo, condições e dignidade para estar presente e participar de uma das fases mais importantes da vida de uma pessoa. A infância não é respeitada! Não é considerada…
Será que queremos MAIS ambulatórios e escolas? Não temos números suficientes para que exijamos que funcionem!

Será que precisamos de mais remédios? OU o que nos falta é saúde? Precisamos de alimentação de qualidade, de água potável, de uma rotina saudável. Precisamos de mais transportes públicos? Ou uma inteligencia logística seria suficiente? Será que não precisamos de condições para viver onde eu moramos? Que não precisemos atravessar a cidade para ganhar R$ 700,00 por mês. Nos falta educação digna para que os adultos escolham trabalhos, não empregos. Ações que sejam produtivas à sociedade, não que alimentem de forma escassa empregados maquinados. Uma cidade que acolha as crianças com competência e carinho, não mais depósitos infantis. Arte acessível e desmascarada, não elitizada e vulgar.

Não há representantes hoje que atenda às necessidades desta cidade. Ser obrigado a escolher quem vai faturar em cima do suor desta população, de um povo abandonado, que trabalha por osmose, sobrevive e ainda sorri por entrar nos débitos da classe média. Precisamos de atenção, de respeito. Nada disso é dito, citado ou considerado. Nos falta a consciência de não votar em quem não nos representa! Nos falta lembrar que estes caras trabalham pra nós, e não o contrário.

Por: Priscila Tessuto