Brasil e Argentina vão criar sistema de defesa cibernética

ONU confirma uso do gás sarin em ataque na Síria
16 de setembro de 2013
Netflix pesquisa sites de pirataria em busca de seriados de sucesso
16 de setembro de 2013

Brasil e Argentina vão criar sistema de defesa cibernética

Decisão foi tomada após denúncias de que o governo dos EUA teria espionado dados de vários países da Europa e da América Latina.

O governo argentino enviará uma missão ao Brasil, daqui a dois meses, para avaliar a criação de um sistema conjunto de defesa cibernética, informou hoje (13/09) o ministro da Defesa, Celso Amorim.

Ontem, Amorim se encontrou com a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, e hoje teve reuniões com os ministros da Defesa, Agustín Rossi, e das Relações Exteriores, Hector Timerman.

A decisão foi tomada após as revelações do ex-técnico terceirizado da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA), Edward Snowden, de que o governo norte-americano acessou comunicações telefônicas e eletrônicas para espionar cidadãos de seu próprio país e de vários países da Europa e da América Latina.

Documentos sigilosos divulgados por Snowden por meio da imprensa indicam que a presidenta Dilma Rousseff e a Petrobras teriam sido monitoradas pelos programas de vigilância dos EUA.

[related_posts]

“Achamos que essa questão de espionagem, que teve como epicentro o Brasil, mas que também repercutiu em outros países da América Latina, merece uma tentativa de encontrar uma resposta regional”, disse o ministro argentino da Defesa, em entrevista, após o encontro com Amorim.

Segundo Amorim, Brasil e Argentina “são dois países com grande capacidade de produção de software”. No entanto, advertiu que é preciso investir para manter os especialistas da área trabalhando para seus governos, evitando uma fuga de cérebros.

“Queremos mantê-los em nossos países para criar softwares e estruturas físicas que nos permitam melhor proteger nossas informações sensíveis”, disse Amorim.

Este ano, o Ministério da Defesa tem um orçamento de R$ 90 milhões para o Centro de Defesa da Cibernética, mas, segundo Amorim, depois das denúncias de espionagem eletrônica, está sendo feita uma “avaliação para a implementação de um programa imediato”, cujos custos ele ainda não pode revelar.