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Com programa Déficit zero de Anastasia dívida de Minas Gerais aumentou 174%

Mentiram sobre o déficit zero e fizeram tanta propaganda que muitos ainda acreditam. Leia o estudo da UFMG demonstrando como a gestão de choque está aumentando a dívida de Minas Gerais:
Tabela 2 – MINAS GERAIS: EVOLUÇÃO DA CDÍVIDA FUNDADA (1)
PERÍODO DE 2002 A 2009 – EM R$ MILHÃO

ANO – DÍVIDA

2002 – 27.898
2003 – 31.336
2004 – 36.402
2005 – 37.096 —> Aumento de 174,77%
2006 – 39.442 —-> entre 2002 e 2009
2007 – 43.147
2008 – 48.888
2009 – 48.758

Fonte: http://www.cedeplar.ufmg.br/seminarios/seminario_diamantina/2010/D10A017.pdf 

IBGE, CEI/JP, BACEN e SCOC/STE/SEFMG;
(1) Lei 9496/97 + Bancos

O Choque de Gestão e o déficit zero: ilusões contábeis e eficiente política de marketing

Uma eficiente política de marketing patrocinada pelo governo mineiro na imprensa nacional deu ao Choque de Gestão notoriedade no País e garantiu aos responsáveis pela sua concepção e implementação dividendos financeiros, pelo fascínio que despertou em muitas administrações, com a sua exportação para outros estados. Segundo a imagem que se vendeu do programa, em apenas dois anos o governo mineiro conseguira sair de uma situação de penúria financeira, equilibrar suas contas, com a geração de superávits orçamentários e recolocar o estado nos trilhos do desenvolvimento econômico. Todavia, apesar dos frutos que com ele foram gerados e das ilusões que foram criadas em torno de seus resultados, é improvável que o mesmo tivesse obtido tanto sucesso se não tivesse contado com a ajuda de outros fatores intervenientes neste processo que não faziam parte de seu arcabouço.

No campo fiscal, o programa procurou conciliar medidas emergenciais com medidas estruturantes. Com as medidas de curto prazo, seu objetivo foi o de dar respostas imediatas para o desequilíbrio financeiro do estado e criar as condições mínimas de governabilidade para a nova administração.

Com as estruturantes, garantir a sustentabilidade fiscal intertemporal e permitir ao estado recuperar sua capacidade de atuar como indutor do desenvolvimento econômico e social. O Quadro 1 lista as principais medidas que foram adotadas no âmbito deste programa.

Por mais força que essas medidas tenham tido para melhorar as finanças do estado, é improvável que teriam conseguido, em tão pouco tempo, mesmo por que muitas delas só se traduziriam em ganhos no médio e longo prazo, retirá-lo de uma situação de aguda crise fiscal e de paralisia da máquina pública e conduzi-lo ao paraíso do equilíbrio intertemporal das contas públicas, como cantado em verso e prosa no livro “O choque de gestão em Minas Gerais” (Vilhena, Martins, Marini e Guimarães, 2006). Na verdade, caso a economia não tivesse apresentado um comportamento altamente favorável a partir de 2003 e uma ajuda extra das receitas extraorçamentárias não tivesse sido dada ao governo, além de se ter contado com a contribuição obtida com a adoção do instrumento da contabilidade criativa, certamente essa história não seria tão exitosa.

Mais algumas mentiras de Aécio / Anastasia:

Eles dizem que a culpa da conta de luz cara são as dez taxas e impostos federais, mas o imposto estadual cobrado em Minas, o ICMS, é o maior do Brasil e responsável por 30% da conta.

Em 2004 prometeram aumentar o número de vagas nas escolas estaduais para universalizar o ensino fundamental e médio. Na vida real foram fechados 300 mil vagas e 119 escolas.

Anastasia promete emprego de qualidade, mas fechou 2.000 postos de trabalho na Cemig.

Aécio quando deputado votou contra a reposição das perdas dos aposentados e a favor do Fator Previdenciário. Recebeu nota zero do Diap.