Governo estuda financiar 8 milhões de TVs digitais

Ativista Annie Leonard faz denuncias sobre a industria dos cosméticos na continuação da séria A Historia das Coisas
12 de junho de 2013
O beco sem saída da economia brasileira diante da alta do dolar
13 de junho de 2013

Governo estuda financiar 8 milhões de TVs digitais

O ministro das comunicações, Paulo Bernardo, afirmou que irá antecipar o desligamento do sinal analógica para março de 2015.  Diante da alteração no cronograma, o Minicom teria de subsidiar 8 milhões de TVs digitais para população de baixa renda.

De acordo com o secretário de Comunicação Eletrônica do Minicom, Genildo Lins, a indústria informou que já foram vendidos entre 30 milhões e 40 milhões de TVs digitais, e um número ínfimo de conversores.

Sendo assim, aproximadamente 20 milhões de residências ainda não têm o equipamento necessário – considerando que alguns lares possuem duas ou mais TVs. No entanto, a indústria espera vender mais 12 milhões de TVs até a Copa do Mundo, o que deixaria 8 milhões de aparelhos restantes para serem subsidiados pelo governo.

Uma das propostas de financiamento das TVs digitais para a população de baixa renda é a inclusão dos aparelhos no ‘Financiamento Caixa Imóveis’. Beneficiários do Bolsa Família poderiam adquirir um produto de R$ 800 por meio de prestações entre R$ 24 e R$ 26, pagas em 48 meses.

Cronograma

O término da TV analógica será iniciado por Brasília em março de 2015, depois São Paulo em abril, e Rio de Janeiro em maio. O desligamento de todas as capitais será feito em 2015, informou o secretário. O novo cronograma será publicado em portaria do Minicom, assim que sair o decreto que altera o prazo anterior.

A antecipação do cronograma tem como objetivo a liberação da frequência de 700 MHz, que será futuramente usada pela banda larga móvel (4G). A faixa daTV analógica no Brasil é utilizada em vários países pela rede de quarta geração de telefonia celular. O expectro é considero pela indústria de telecomunicações como mais apropriado para a operação 4G porque precisa de menos antenas para cobertura do que a frequência de 2,5 GHz – atualmente usada no Brasil.