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Justiça eleitoral manda prender presidente do Google Brasil

Pela segunda vez em duas semanas a Justiça eleitoral brasileira decreta a prisão de um exetutivo do Google. No dia 14, o alvo era o diretor geral da empresa no país, Luiz Pinto Balthazar, que conseguiu a suspensão da decisão; nessa segunda-feira, 24, foi a vez do presidente do Google Brasil, Fabio Coelho.

A medida partiu do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), que também determinou a interrupção das atividades do YouTube por 24 horas no Estado. O presidente do Google é acusado por crime de desobediência por não ter tirado do site de vídeos da companhia duas produções contra o candidato à Prefeitura de Campo Grande Alcides Bernal (PP).

Em nota divulgada pelo UOL, tanto Google quanto Coelho informaram que vão recorrer, e que o conteúdo postado no YouTube não é de responsabilidade da plataforma, mas sim do usuário que botou aquilo no ar.

Não é o que pensa o relator do caso, juiz Amaury Kuklinski, que apoiou decisão do colega Flávio Saad Peren, da 35ª Zona Eleitoral. Na semana passada, Peren tinha feito as determinações, o Google recorreu, mas perdeu.

“Conquanto seja um espaço livre e democrático, o uso indevido da internet, na esfera eleitoral, deve ser coibido, na medida em que não se trata de território isento de responsabilidade e não se vislumbra qualquer causa de imunidade no manuseio dessa ferramenta de comunicação”, escreveu Kuklinski, segundo a Folha.

De acordo com ele, “o uso indevido da internet, na esfera eleitoral, deve ser coibido, na medida em que não se trata de território isento de responsabilidade e não se vislumbra qualquer causa de imunidade no manuseio dessa ferramenta de comunicação”.

Nota Anonymous:

Quando se trata de algum candidato que foi difamado em algum tipo de mídia, imediatamente movem todas as suas ferramentas para processarem, caçarem e tudo mais a quem for.

Quando se trata de algum cidadão, que trabalha, é honesto, paga impostos e sustenta a todo o sistema, não importa o tamanho da ofensa, os políticos simplesmente não movem um dedo para agilizar esse processo.

Este é um grande exemplo do tamanho da importância que alguns políticos dão a seus cargos, ou seja a única coisa que importa é ele mesmo.