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Não é de hoje, mas o eleitor atento já percebeu que a oposição adota um padrão de comportamento em todas as disputas que participa – seja em nível municipal, estadual ou nacional – com uma fórmula baseada em três premissas básicas:

1. Demonização do adversário (atualmente a exemplo do PT com cobertura extença do mensalão e “esquecimento” das CPIs, investigações e escandalos restantes)

2. Repetição de falsos argumentos

3. Manipulação da verdade junto à imprensa

Um olhar atento vai reconhecer que esses três pontos se encaixam perfeitamente na campanha conservadora das eleições da sua cidade. Há centenas de exemplos espalhados pelo Brasil, de Norte à Sul. De grandes metrópoles como a capital paulista até municípios que estão fora do foco da grande mídia, como Betim, aqui em Minas Gerais.

Como exemplo, o contexto sócio-político de Betim é algo que conheço bem. Localizada na região metropolitana de Belo Horizonte, com cerca de 400 mil habitantes e com o 2º maior PIB de Minas, é governada pelo PT desde 2008, após oito anos nas mãos do PSDB.

O primeiro passo dado pela direita é demonizar o adversário. Se estiver concorrendo com um candidato do PT, apelam para os mesmos falsos estigmas conservadores que espalham a cultura do medo, somados a argumentos rasos como “o PT só sabe fazer grave e baderna” “o governo petista é um caos” e que agradam a parcela não pensante da classe média

Instaurados os boatos sobre o adversário, o próximo passo é a repetição de falsas premissas.

Passam a repetir a esmo os mesmos bordões vazios, na esperança de que, com a disseminação, sejam aceitos pela população mal informada como verdade. Quem nunca ouviu que “o PT deixou a prefeitura quebrada”, “os petistas abandonaram a saúde” ou “a segurança está um caos” em entrevistas e debates com tucanos, ao invés de aproveitarem o espaço para fazer alguma proposta consistente? Não se aprofundam questão alguma, não vão à causa do problema e não apresentam soluções.

Como último e mais sórdido passo, ampliam o alcance desse discurso graças ao apoio do empresariado da mídia que historicamente divulga sem questionar, sem confrontar os fatos e dados informados ou buscar informações do outro lado. Veículos que abrem mão de princípios básicos do jornalismo como a ética, a imparcialidade e a pluralidade. Dessa forma, a mídia atua como um dos braços da campanha, em alguns casos até mesmo manipulando a agenda a favor dos coronéis tucanos.

O PSDB conta, essencialmente, com o esquecimento natural da população. Após quatro ou oito anos, fica simples passar por cima de situações e problemas as vezes construídos pelos próprios tucanos durante suas gestões.

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