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Eric Schmidt acredita que o anonimato na internet irá acabar

Conselheiro do Google fala sobre o futuro da internet em livro

Eric Schmidt

Eric Schmidt, conselheiro do Google, irá lançar um livro com suas expectativas a respeito da internet. Batizada de “The New Digital Age”, a obra foi co-escrita com Jared Cohen, também executivo da empresa.

O The Wall Street Journaljá colocou as mãos no livro e destaca alguns pontos interessantes. Segundo o jornal, os autores argumentam, por exemplo, que o anonimato na internet está com os dias contados.

“Alguns governos irão considerar muito arriscado ter milhares de cidadãos anônimos, irrastreáveis e inverificados; eles irão querer saber a associação de cada conta online e irão exigir verificação a nível estatal, em função de exercer controle sobre o mundo virtual”, escrevem.

Boa parte das críticas presentes no livro são direcionadas à China e como ela lida com a censura na internet. Os autores dizem que o país é o mais ativo e entusiasta censor de informações, além de ser um dos mais sofisticados na atividade de hackear empresas estrangeiras. Segundo eles, a China e suas companhias possuem vantagens econômicas e políticas graças à sua disposição em trabalhar com cibercrime.

Eles também defendem que, com o tempo, grandes empresas como a chinesa Huawei e a Cisco, irão cada vez mais alinhar seus interesses com o do governo da China.

Para Schmidt e Cohen o governo e as empresas estadunidenses estão em desvantagem porque não apelam para a espionagem corporativa, já que “seguem legislações mais rigorosas e bem aplicadas”.

Mesmo assim, a dupla dos EUA não passa impune no livro. Há críticas a casos de norte-americanos de ciberespionagem, exportação de softwares de vigilância e de tecnologias para países que desrespeitam os direitos humanos.

Os autores ainda arriscam palpites sobre o futuro do jornalismo, dizendo que, como qualquer um poderá se tornar produtor de conteúdo, haverá procura por informações mais confiáveis e de qualidade.

Eles também ainda dizem que já estamos vivendo uma guerra cibernética controlada pelo Estado, mesmo que a maioria não tenha consciência disso.