Venda do Oculus Rift põe modelo de financiamento colaborativo em xeque

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Venda do Oculus Rift põe modelo de financiamento colaborativo em xeque

A venda bilionária da empresa que criou o Oculus Rift deixou muita gente que apostou na ideia irritada e levantou uma discussão sobre a validade do modelo de financiamento colaborativo vigente.

A empresa, Oculus VR, conseguiu arrecadar US$ 2,4 mil no Kickstarter em troca de brindes e da simples confiança de que valeria a pena investir dinheiro no desenvolvimento dos óculos de realidade aumentada. Só que depois os empresários por trás da empresa passaram-na para as mãos do Facebook por US$ 2 bilhões.

O sentimento geral entre os apoiadores no Kickstarter é o de que compensaria mais ter comprado ações. Um deles reclamou que os donos da empresa ficaram milionários enquanto a ele só restou uma versão obsoleta dos óculos que custou US$ 300.

Greg Belote, cofundador da Wefunder – concorrente do Kickstarter -, fez as contas e disse ao Verge que esse apostador dos US$ 300 teria levado cerca de US$ 43,5 mil, caso o Kickstarter permitisse a troca de dinheiro por ações. Isso equivale a um ganho 145 vezes superior à quantia investida.

Como o Kickstarter não permite esse tipo de troca, pode ser que concorrentes como Wefunfer, Seedinvest e Crowdfunder ganhem peso após o caso da Oculus VR, afinal, todos eles trabalham com troca de apoio por ações.

Claro que há quem discorde. Mo Koyfman, sócio de uma das primeiras empresas de capital a investir na Oculus VR, disse que a ideia de que as pessoas apostaram no produto em troca de dinheiro é ridícula. A Oculus, afirmou ele, precisava da exposição que teve com a campanha para atrair investidores grandes e sentir se haveria demanda pelo que estavam criando.

Como a arrecadação foi muito superior ao desejado, a Oculus mostrou ao mercado – e a si mesma – que valeria a pena seguir com a criação do Rift. Para ele, se houvesse outra campanha para levantar dinheiro com um novo produto, os apoiadores confiariam na Oculus novamente.